Fomos desafiados pelos cidadãos do município de Ovar, para ser solução e desenvolver um projeto estrutural com visão a 10 anos. O Movimento 2030 apresenta-se como solução para eliminar assimetrias políticas, culturais, sociais, económicas, educativas e de saúde.
 
É necessidade garantir um processo de credibilização, modernização, desburocratização e humanização da Câmara de Ovar, para que responda de forma rápida e positiva aos anseios dos munícipes, investidores e concretize um modelo de desenvolvimento local sustentado e assente no valor da pessoa humana. É necessário um tempo novo, onde os autarcas percebam realmente o nosso território sem amarras ou promessas de lutas internas e partidárias. É fundamental dar valor às pessoas, sem olhar a títulos, proximidade, poder e influência junto dos líderes autárquicos. Respeito por aqueles que têm provas dadas, competência, experiência para abraçar um projeto de governação municipal.
 
Urge criar em Ovar uma alternativa, apartidária e sem agenda política. É fundamental garantimos um trabalho de proximidade, estar presente na vida das pessoas, ouvi-las e faze-las falar. Procurar um consenso comunitário. Um movimento que apenas resulta do apoio da população e enquadra todo o seu território como um todo e voltado para as necessidades de um município.
Perante toda esta situação, é imperativo implementar uma estratégia política que permita inverter os indicadores abaixo mencionados e outros, e promover o empreendedorismo, o crescimento do emprego, e o desenvolvimento económico, cultural, social, demográfico e da qualidade de vida do concelho de Ovar, bem como a salvaguarda das suas principais instituições de Saúde e Educação, que têm vindo a ser gravemente afetadas.
Seja no setor social, cultural ou económico, a Câmara Municipal de Ovar, não apresenta estratégia de futuro. Limita-se a fazer gestão corrente, obras de manutenção, organizar eventos e distribuir apoios. A falta de visão a longo prazo, tem atrasado Ovar relativamente aos seus concelhos vizinhos.

Ovar tem vindo a perder peso político, em favor de destaques pessoais na esfera da política nacional e tem sido fortemente lesada no investimento público e incapaz de atrair investimento privado significativo em novas empresas.
Vivemos o período mais instável e incerto da história. Os vareiros, sentem que é necessário criar estabilidade, aumentar o investimento para garantirmos futuro, solidez e segurança às novas gerações. A comunidade entende que é urgente criar um projeto futuro, dotando o nosso território de condições de igualdade e qualidade.

Os nossos agregados familiares caraterizam-se por baixos rendimentos, pobreza e exclusão social. Assistimos a uma disparidade entre o ganho médio mensal no concelho e no país e entre sexos (as mulheres ganham menos que os homens, quer na mesma profissão, quer com o mesmo grau de escolaridade, quer com a mesma qualificação profissional). Causas prováveis do desemprego e/ou emprego precário, o endividamento, a disfuncionalidade e desagregação familiar. Os nossos jovens licenciados e os jovens com baixas qualificações têm dificuldades a encontrar emprego no nosso município. Após o cerco sanitário vivido no passado ano em Ovar, foram várias as empresas que encerraram ou tiveram que se deslocar e restruturar, aumentando a taxa de desemprego no nosso concelho. E o fato de Ovar, não ter qualquer tipo de rede de transportes municipais, não permite que os seus habitantes tenham uma boa mobilidade geográfica.
A nível social, são alguns os problemas que se levantam, nomeadamente taxa de fecundidade muito baixa e a taxa da natalidade a baixo da média nacional, perda de população nos escalões mais jovens e aumento bastante significativo na população com idade igual ou superior a 65 anos e um aumento da taxa de envelhecimento.
Ovar tem uma beleza natural única, vivemos plantados entre o mar, ria e floresta. Tem todo um potencial de crescimento no que respeita ao turismo, bem como garantir medidas de fixação da população.

Ovar tem procurado um equilíbrio entre o sector do comércio e dos serviços, a fim de garantir o bem-estar à população. Tem um tecido empresarial forte, que conta com cerca de 3484 empresas. Há uma crescente tendência para a terciarização com a consequente perda de importância do setor secundário (sobretudo das indústrias transformadoras). De facto, em 2017, a distribuição do pessoal ao serviço nos estabelecimentos existentes no concelho de Ovar, por setor de atividade económica, era a seguinte: 2,5% no setor primário (face a 1,3% em 2011); 44% no setor secundário (face a 47,8 em 2011) e 5,5% no setor terciário (face a 50,9 em 2011). A estrutura de qualificações profissionais apresenta-se francamente desfavorável em termos de quadros superiores, quadros médios e profissionais altamente qualificados.

Ovar, é um município localizado no distrito de Aveiro, na região Centro do País (Nut II),com cerca de 147,5 km² e conta com cerca 54.318 habitantes. Localiza-se a norte da sede de distrito, faz parte da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro. Conta com 5 freguesias (Esmoriz, Cortegaça, Maceda, União de Freguesias de Ovar, São João, Arada e S. Vicente Pereira e Válega). Sendo que a União de Freguesias ocupa mais de metade do território do município. Esta foi criada, aquando da última reorganização administrativa. Esta união foi feita sem critérios, sem olhar às reais necessidades da população. E os nossos autarcas tem vivido passivamente com esta reorganização administrativa, sendo que os fregueses das antigas freguesias, não se identificam com esta nova “mega” freguesia, nem com a sua forma de gestão atual. É um território muito diverso, com caraterísticas únicas e de um bairrismo muito peculiar.

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